Cirurgias  
   
Tratamento da Artrose do Joelho
04/09/2012
 

A gravidade do quadro clínico irá sugerir qual o melhor tratamento, levando-se em conta o perfil de cada paciente.

Quando tivermos um dano articular muito extenso, que afetou o osso abaixo da cartilagem, que reduz a mobilidade da articulação e a força do membro, ou que trouxe deformidade ao membro, optamos pelo tratamento cirúrgico.

Chamada de artroplastia de substituição, nessa cirurgia retiramos as extremidades articulares lesadas e implantamos superfícies que serão responsáveis pela realização de movimento.

As próteses podem variar conforme:

• suas ligas metálicas: aço, titânio, cromo-cobalto, outras
• suas interfaces entre as superfícies metálicas: cerâmica-cerâmica, metal-metal, no caso do quadril e metal-polietileno no caso do joelho
• suas interfaces entre o metal e o osso: cimentadas ou não
• entre as superfícies articulares substituídas

· patelo-femoral
· unicompartimental
· total

 

Vamos a alguns exemplos:

1- Artroplastia patelo-femoral:
Utilizada quando não temos danos entre o fêmur e a tíbia
Osteoporose


2- Artroplastia uni-compartimental
Utilizada quando não temos dano patelo-femoral, e apenas um compartimento é acometido


3 - Artroplastia total do joelho
Utilizada quando temos dano em dois ou mais compartimentos

É importante salientar que as próteses trazem, após a cirurgia, grande melhora da amplitude de movimento, possibilitando a recuperação da força e da aptidão do membro envolvido.

Apesar disso, a fixação entre a prótese e o osso, ou a superfície de atrito, no caso do joelho, metal-polietileno, sofrem desgaste, e necessitam de procedimento cirúrgico de revisão, num prazo que é muito particular a cada paciente, que vai entre hum a até quinze ou vinte anos.

As próteses não cimentadas vem apresentando uma durabilidade que pode estender-se a até 30 ou 40 anos, dependendo do estresse mecânico ao qual são submetidas.


Pós –Operatório
A manutenção de arco de movimento passivo e ativo da articulação operada, a contração muscular e o treino de marcha com descarga parcial são iniciados ainda no período de internação, para promover restabelecimento do paciente. Andadores ou muletas são usados inicialmente para suporte parcial de peso ou implementação de equilíbrio.

Carga total de peso no membro operado e marcha sem auxílios (muleta / andador) são realizados a partir da segunda semana em alguns casos, e na terceira semana na maioria dos pacientes. Em situações mais graves e menos comuns esses exercícios são adiados, podendo esperar até a sexta semana.

Retorno à atividade física e trabalhos pesados tem decisão individualizada, entre médico e paciente, e cada caso deverá ser analisado face à necessidade e condição de cada paciente.


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Dr. Ricardo Augustus Barone // Todos os Direitos Reservados crédito: Grande Ideia