Cirurgias  
   
Reconstrução do Ligamento Cruzado Anterior do Joelho
15/01/2012
 
O ligamento cruzado anterior é um dos principais estabilizadores do joelho. Conectando a tíbia ao fêmur, sua integridade é imprescindível para o bom funcionamento da articulação. Ele colabora, junto com a musculatura e outros ligamentos, para a segurança em realizar os esforços mais variados:
  • Caminhar em superfícies irregulares
  • Correr
  • Aceleração, desaceleração, mudanças bruscas de direção
  • Prática esportiva: dribles, saltos, combate,
  • Trabalho braçal
  • Carregar pesos

As rupturas ocorrem nos mais diversos mecanismos: divididas de futebol, entorses sem contato, saltos, desequilíbrio muscular, sedentarismo, envelhecimento, fraturas de fêmur e tíbia, acidentes de trânsito e outros.



Em joelhos que possuem lesão do LCA por longos períodos, a incidência de artrose é mais elevada.


O diagnóstico da lesão pode ser fechado através da história clínica, pela presença de trauma pregresso, falseios e perdas de equilíbrio, que constituem sinais de suspeição da lesão. Ao exame físico algumas manobras podem já dar o diagnóstico da lesão: gaveta anterior, teste de Lachman e Pivot-Shift.

Teste da gaveta anterior

As radiografias do joelho, em pé, e a ressonância magnética são exames complementares necessários para confirmar o diagnóstico, mas principalmente para programar o tratamento. Nelas observamos os eixos do membro inferior, as condições das estruturas vizinhas e a possibilidade de condições pré-existentes que favoreceram a instalação do quadro.

Também na fase de programação cirúrgica devemos dividir as lesões em totais ou parciais, o que implicará no uso de diferentes técnicas de reparo.
Ressonância Magnética


Esquerda: tendão patelar normal e após retirada o terço central.
Direita: seta aponta os tendões da pata de ganso


A cirurgia de reconstrução do ligamento é baseada na passagem de um neo-ligamento em túneis intra-ósseos confeccionados no fêmur e na tíbia. O neo-ligamento é composto pelos tendões dos músculos semi-tendíneo e grácil, ou pela parte central do tendão patelar.

Diversas técnicas estão descritas e múltiplos meios de fixação estão disponíveis, mas a essência da reconstrução é a mesma: restaurar a conexão entre o fêmur e a tíbia.



A reabilitação normalmente se inicia no período pós-operatório precoce, e tem como marcos:

  • Entre o 1º dia a 4 semanas: marcha com imobilizador e muletas, início da fisioterapia
  • Até 2 a 3 meses para retorno às atividades de vida diária
  • 4 a 6 meses para retorno à corrida
  • 9 a 12 meses para retorno total às atividades esportivas

 
 
Dr. Ricardo Augustus Barone // Todos os Direitos Reservados crédito: Grande Ideia